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Gertha Panzenhagem

Gertha Panzenhagem nasceu em 1º de abril de 1925, no município de São Sebastião do Caí, Rio Grande do Sul, filha mais velha do casal Reinaldo e Wilma.

Foi mãe de três filhos – Darci, Alceu e Alcides –, teve sete netos e três bisnetos. Descendente de alemães, chegou em 1942 a São Miguel do Oeste. A família desembarcou na antiga Vila Oeste atraída pela promessa da terra que emanava leite e mel. Dona Gertha foi uma das primeiras colonizadoras do nosso município.

Na época a família veio de carroça, chegando ao Extremo-Oeste após longos dias de viagem. Chegando aqui, ficaram no Barracão dos Imigrantes, o qual se localizava no entroncamento das ruas Getúlio Vargas e Marcílio Dias, até que conseguiram comprar um pedaço da tão sonhada terra, onde hoje é o Bairro São Sebastião. Na época compraram da empresa Barth, Benetti & Cia Ltda, depois transformada em Barth Anonni. Naquele tempo, a cidade não tinha mais do que 70 habitantes.

Para construir suas casas, um vizinho ajudava o outro. Os familiares lembram-se das grandes dificuldades enfrentadas, entre elas, tinham que ir de carroça ou a cavalo até Mondaí para buscar comida, levando mais de uma semana para chegar, visto que não existiam estradas, apenas mato.

Aos 27 anos, em 24 de maio de 1952, Gertha casou-se com seu Francisco Osvino Lippert, em casamento celebrado pelo Padre Aurélio Canzi, passando a se chamar Gertha Lippert. A família lembra que o Padre Aurélio ajudava muito a todos, principalmente quando as pessoas não tinham o que comer.

A vida de Gertha sempre foi muito sofrida. Como filha mais velha, ajudava nos afazeres domésticos e na agricultura, e também a criar seus quatro irmãos: Dona Loni, Seu Silvano, Dona Alsina e Dona Ilse. Com o casamento, passou a cuidar dos filhos e continuava a cultivar a terra.

Com mais ou menos 41 anos de idade, Dona Gertha foi corajosa e se separou de Seu Francisco. Ela enfrentou assim a vida sozinha, criando os filhos de forma independente e quebrando todos os paradigmas da época, visto que pela sociedade, o casamento era para sempre ou até que a morte os separasse. Porém, somente em 25 de janeiro de 1991, já com 66 anos de idade, finalmente teve decretado no papel o seu divórcio, assinado pelo juiz de Direito Henry Goy Petry Júnior, voltando a utilizar seu nome de solteira.

A família ainda lembra que Dona Gertha residiu em Guaraciaba, em Linha São Vicente, voltando posteriormente a São Miguel do Oeste, onde passou o restante de sua vida.

Em 20 de janeiro de 2018, com 92 anos, sete meses e 28 dias, Gertha Panzenhagem partiu desta vida. E por incrível que pareça veio a falecer no Dia do Padroeiro do Bairro São Sebastião. Entre tantas comemorações, se deu sua partida.

Quando a família foi fazer a Certidão de Óbito, a cartorária disse que ela estava registrada no 1º livro de registros de casamento desta cidade.

Nos seus últimos 14 anos, foi diagnosticada com doença de Parkinson, doença em que os médicos diziam que uma pessoa viveria no máximo por 10 anos. Mas Dona Gertha superou essa previsão e conviveu por 14 anos com a doença.

Toda família lembra-se da mãe, avó e bisavó com muito amor, pois era uma pessoa sofrida pela vida, mas que deixou muita saudade. Os familiares, vizinhos e amigos lembram ainda com muito carinho desta pessoa que ajudou a construir São Miguel do Oeste, desbravando com suas próprias mãos, em meio a machado e a serrote, deixando sua eterna contribuição. Por estas razões sua história merece destaque e reconhecimento por todos nós miguel-oestinos.

Galeria Lilás / 2018

Amélia Mercedes Molin
Amélia Mercedes Molin

Amélia Mercedes Molin nasceu em 24 de setembro de 1928 em Santa Helena, no Paraná. Ainda criança mudou-se para a cidade de Dois Lajeados, no Rio Grande do Sul, e em 28 de março de 1945 veio residir em Vila Oeste.

Beatriz Wünsch Kist
Beatriz Wünsch Kist

Beatriz Wünsch Kist nasceu em 3 de dezembro de 1953, no distrito de Sinimbu, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Filha de Ilka Paulina Wünsch e Lothar Wünsch, teve como irmãos Ines, Luiz Alberto, João Roque, Mario José (in memoriam) e Paulo Roberto.

Catharina Brol Feraso
Catharina Brol Feraso

Catharina Brol Feraso nasceu em Lajeado, no Rio Grande do Sul, em 19 de março de 1919, filha dos agricultores José Brol e Rosa Dalbosco, em uma família com mais oito irmãos. Em 1940, aos 21 anos, junto a seus pais e a outros imigrantes, Catharina mudou-se para a famosa Vila Oeste em busca de novas oportunidades vindas da extração da madeira em lugar inexplorado.

Gertha Panzenhagem
Gertha Panzenhagem

Gertha Panzenhagem nasceu em 1º de abril de 1925, no município de São Sebastião do Caí, Rio Grande do Sul, filha mais velha do casal Reinaldo e Wilma. Foi mãe de três filhos – Darci, Alceu e Alcides –, teve sete netos e três bisnetos. Descendente de alemães, chegou em 1942 a São Miguel do Oeste. A família desembarcou na antiga Vila Oeste atraída pela promessa da terra que emanava leite e mel. Dona Gertha foi uma das primeiras colonizadoras do nosso município.

Ida Rossoni Maestri
Ida Rossoni Maestri

Ida Rossoni nasceu em 16 de setembro de 1939 em Nova Prata/RS. Filha primogênita de agricultores, desde criança começou a aprender e lidar com afazeres domésticos, no cuidado com seus irmãos e na agricultura. Aos 22 anos de idade casou-se com Albino Maestri, natural de Guaporé/RS, que também era agricultor.

Letícia Negri Martini
Letícia Negri Martini

Letícia Negri nasceu em Taquara, no Rio Grande do Sul, em 21 de outubro de 1936. Filha de agricultores, veio com a família a São Miguel do Oeste no ano de 1946, fixando residência na Linha Jacutinga Arroio Veado. ?????Em 29 de setembro de 1960 Letícia casou-se com Adelino Martini, e o casal passou a residir no Bairro São Sebastião. Letícia foi uma mulher trabalhadora, esposa e mãe, carinhosa e amorosa para com seus sete filhos.

Lourdes Trentin Grando
Lourdes Trentin Grando

Filha de Ângelo Trentin e Catarina Faggion Trentin, Lourdes Trentin Grando nasceu em Aratiba, no Rio Grande do Sul, em 14 de fevereiro de 1942, e teve mais três irmãos. Casou-se aos 17 anos com José Grando e dessa união o casal teve os filhos Ângela Maria, que faleceu ainda criança; Maria Salete Grando; Paulo Antônio, que também faleceu ainda criança; e João Carlos Grando. Maria Salete e João lhe deram três netas.

Maria Soeli Centenaro
Maria Soeli Centenaro

Maria Soeli Centenaro nasceu em 29 de janeiro de 1951, em Três Arroios, na época distrito de Erechim/RS. Filha de Armando e Maria Helvétia Kammler, Soeli teve dois irmãos, Vilson e Salete. ??????No ano de 1973 casou-se com Eulo Centenaro, vindo residir em São Miguel do Oeste, onde teve três filhos: Ravier Centenaro, Katiane Centenaro e Cristiane Centenaro.

Marina Marini Tiepo
Marina Marini Tiepo

Marina Marini Tiepo, filha de Marcos Marini e Vitória Santin Marini, nasceu no dia 30 de agosto de 1935 na cidade de Iraí, Rio Grande do Sul. ?Veio morar na então Vila Oeste ainda jovem, onde conheceu o futuro marido Darci Tiepo (in memorian). Casaram-se e desta união nasceram sete filhos: Antonio Carlos, Maria Luiza, Magda Rosane, Arli Luiz, Ademir Paulo, Alencar Pedro e Adenilson José.

Orlandina de Ramos
Orlandina de Ramos

Orlandina de Ramos nasceu no dia 14 de fevereiro de 1941 na cidade de Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, filha de Antônio e Alvina da Conceição. Além de Orlandina, o casal teve os filhos Rosa, Maria Iracema, Adão, Paulino, Odiles, Leucilda, Maria de Lourdes, Avanir e Ana Rita.

Salete Anita Marafon
Salete Anita Marafon

Salete Anita Marafon nasceu em Chapecó/SC em 27 de fevereiro de 1950. Filha de Leonilda Deitos Marafon e Ricardo Ludovico Marafon, foi criada em Dionísio Cerqueira/SC até vir a São Miguel do Oeste aos 17 anos, para estudar.

Verginia Ratti Paganini
Verginia Ratti Paganini

Verginia Ratti Paganini nasceu em Nova Bassano, no Rio Grande do Sul, em 16 de novembro de 1912, filha de Guido e Zulmira Ratti, em uma família com mais nove irmãos: Artur, Daniel, Luiz, Gema, Deonila, Anastasia Maria, Alvira, Zulmirar e Oliva Ratti.

Veronica Joana Silvestre Mallmann
Veronica Joana Silvestre Mallmann

Veronica Joana Silvestre Mallmann nasceu em 8 de novembro de 1922 no município de Santa Lúcia, no Rio Grande do Sul. Veronica foi criada ali mesmo neste município, onde estudou, trabalhou e casou-se com Aquelino Fabiane.

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